quarta-feira, 29 de maio de 2019

Mais Nerdices


Fim de semana nerd, coincidentemente, essa semana o WSU também fez aniversário. Não sabe o que é WSU? Bem, não tem problema. WSU é um grupo de escritores de ficção do qual faço parte. Acho que já disse isso aqui, mas não custa reforçar, meus links de escrita estão no rodapé da página para quem quiser conhecer um pouco do meu trabalho mesmo (aliás, vou tentar jogar os links para uma barra lateral aqui na página, em breve, para ficar mais visível).
Tem gente dizendo que falo muito "enfim", então vai ser meu bordão no blog, ENFIM, o WSU tem muita coisa além de "Oclusiva", que é a minha contribuição para o grupo. Vai de vampiros a justiceiros esquizofrênicos, demônios à padres, passando por almas de todos os níveis pós-vida e super heróis. Todos são mal resolvidos na vida e talvez você se identifique ou os xingue. A sigla vem de Writers Society Universe, o que em português significa o originalíssimo nome "Universo da Sociedade de Escritores". Apesar dos multi-temas, a ideia era criar tipo uma DC ou Marvel brasileira, então todos esses personagens convivem em um mesmo universo literário, o que dá uns crossovers interessantíssimos de vez em quando. Estou trabalhando em um agora chamado Frente Jovem, que basicamente, vai reunir todos os personagens adolescentes do grupo, incluindo a minha, Isabela (<3), uma garota NADA agradável, mas com muitas cicatrizes da vida e um enorme desejo de ser útil no mundo. De combo, ela solta uns raios por aí. Se esse projeto vai dar certo ou não, só conferindo quando estrear. Anyway, fica aqui o link do grupo: https://fanfiction.com.br/u/743030/
Bem, para fazermos tantas histórias nessa pegada geek, talvez você já possa adivinhar que os autores são todos nerds de carteirinha. Se pensou isso acertou, e logo, não poderíamos deixar passar batido o filmaço da Marvel, nossa concorrente americana rica e inspiradora, Ultimato. Um dos meus amigos, que me ajuda a revisar alguns textos, Matheus Rodrigues, fez um post interessante sobre o filme. Deixo aqui, uma "divulgaçãozinha" por meio de livre e espontânea pressão. Um trechinho cortado para quem se interessar procurar o escritor:


"VIAGEM NO TEMPO: É UM PROBLEMA? Respondendo à pergunta do título: talvez seja. Como um espectador da série Flash, não vi maiores problemas em relação a este conceito, mas pude acompanhar em canais de entretenimento que isto gerou um “bafafá” daqueles na comunidade, além de muitos espectadores que saíram confusos do cinema. Tratar de viagem no tempo é SEMPRE algo complicado, visto que ela sempre traz problemas como paradoxos, linhas do tempo alternativas, incongruências e até mesmo furos de roteiro, Não tratarei da questão científica aqui (farei outro post sobre isso, se a Chefe Suprema deste blog autorizar), mas acho válido falar a respeito do que vi no cinema e fora dele, Boa parte das pessoas ficou confusa com as várias viagens no tempo presentes em Ultimato, assim como suas repercussões (...), porém, acreditem: elas realmente fazem sentido. A Marvel não deixou grandes furos em seu filme, porém foi extremamente ousada ao trazer para o grande público algo tão complexo e espinhoso. O conceito de Viagem no Tempo é complicado de ser trabalhado até em livros sci-fi, logo, num filme Blockbuster seria ainda mais difícil tratar dele sem as devidas explicações sobre Física.
Apesar de termos a mestra do Estranho e o próprio Stark falando da viagem no tempo, esta que é feita através do Universo Quântico que Scott Lang consegue acessar, ainda assim temos pontos que ficam confusos, mas que, de sua própria maneira, conseguem manter uma continuidade. É complicado? Talvez, mas acredite: dá pra entender se você sair do cinema e procurar aquele amigo que fica lendo e assistindo filmes/séries sobre viagem no tempo. Não ter um Cisco Ramon (Vibro da série Flash) para explicar as coisas torna um pouco complexo, mas as coisas se encaixarão naturalmente. Um ponto para a Marvel por trazer algo tão difícil para o grande público e, principalmente, para seus fãs que adoram essas viagens doidas. Foram 11 anos assistindo filmes que foram divertidos, com exceção de alguns que não honraram seus personagens, mas que sempre tentaram trazer um entretenimento. Anos nos quais as pessoas que gostavam de super-heróis e não falavam sobre aquilo puderam conversar, assistir seus personagens favoritos nas grandes telas e sair com suas camisas por aí sem medo de serem julgadas. A Marvel colocou os heróis na boca do povo (seja isso bom ou ruim), e abriu caminho neste primeiro grande ciclo da Era de Ouro dos heróis. Creio que os fãs de ambas as editoras deveriam estar gratos ao que ocorreu, a este “boom” do heroísmo nas telonas. Vingadores: Ultimato veio com a missão de encerrar, e a fez com chave de ouro.

Lembro de quando assisti o primeiro filme do Homem-de-Ferro, um marco para as histórias em quadrinhos da Marvel já que era um herói que, em termos de importância para as HQs da editora, só possuía utilidade em seu supergrupo. Com a atuação impecável de Robert Downey Jr, assisti os 4 longos anos da construção daquele universo cinematográfico (hoje já nomeado de Marvel Cinematic Universe, ou apenas MCU) que culminou no maior evento de super-heróis de todos os tempos: Vingadores. Um filme que provou para todos que sim, você pode colocar seis heróis em cenas recheadas de efeitos especiais e muita ação. Sete anos depois, e muitos filmes após esse grande evento, a Marvel finalmente encerra um ciclo que fora tão importante para qualquer fã de quadrinhos, seja ele mais jovem ou mais velho. Ultimato trata do final de uma saga, mas também o final de uma Era de Heróis no cinema. Abaixo, vamos falar um pouco mais do que aconteceu nesse último capítulo dos Maiores Super-heróis da Terra.
ENREDO (spoilers!)-Vingadores: Ultimato trata das consequências diretas de Guerra Infinita. Após a luta com Thanos, resultando na extinção de metade dos seres vivos do planeta, os Vingadores resolvem caçar seu inimigo para honrarem seu nome e, desta forma, poderem encerrar aquela batalha. Porém, dar um fim ao vilão não traz nenhum conforto para os heróis, resultando em um salto de 5 anos no futuro onde, através dos esforços de Bruce Banner, Tony Stark e Scott Lang, a equipe descobre uma forma de voltar no tempo e desfazer o estrago causado pelo vilão. Através deste plano mirabolante, Stark e seu time se reúnem para enfrentar uma nova versão de Thanos (desta vez vinda do passado) que se assemelha muito ao personagem dos quadrinhos, resultando na batalha final que acarreta o encerramento da trama."

Hoje fico por aqui, o post foi mais de"referências" mesmo (daí o Capitão América na foto. Genial, não? kkk). Espero que tenham gostado. Se não, cada crítica também é bem-vinda. Aliás, sugestões de temas ainda estão abertas e eu estou aqui para me virar com as ideias. Unicórnios voadores, pôneis saltitantes? Sugere e a gente dá um jeito ;)

domingo, 19 de maio de 2019

Você é um vencedor!


Pessoas, robôs e animais que possam estar lendo este blog, hoje a postagem será um pouquinho diferente das demais. Não estou aqui para falar de mim, mas de você. Sim, é contigo mesmo, ser do outro lado da tela. Você que tem um sonho, objetivo ou algo que pretende alcançar... Nem que seja o controle remoto da TV. 
Primeiramente, se dê conta de que um blog idiota resolveu te mencionar. Poderia estar falando de roubo, de morte, mas não, o assunto é sua pessoa. Tem uma relevância isso! (ainda que mínima) Então, a partir de agora, quando quiser ir atrás de algo, mas achar que as coisas estão difíceis demais, use a frase que aprendi com uma amiga de uma amiga minha: "Você é um vencedor!"
Vamos lá, antes de mais nada, se levanta, desencosta de onde você estiver e para de procrastinar. O blog é realmente incrível e fabuloso, mas o post vai acabar rapidinho e tem uma vida aí que quer ser vivida. Você pode até um dia não se importar com ela mas sempre tem algo nela que se importa com você. Vai querer virar vilão de música sofrência?!
A vida é linda e carente. Traiçoeira às vezes, verdade (bastante), mas se você já levou uma rasteira dela e tá aqui lendo esse texto, só prova que, como diria Camões se me desse a honra de estar lendo meu texto, "Tu és vencedor".
Todo mundo é capaz. Se tá aqui é porque ainda dá tempo. Fecha a aba aí e faz o que você sabe que não pode deixar para muito mais tarde. É ruim de perceber às vezes, mas láá no fundinho a gente sabe. Se não sabe com certeeeza, tudo bem, fecha os olhos, respira e aos pouquinhos procura, no seu tempo. A resposta existe. 
Libertem as raposas fazedoras de polichinelo que existem em vocês, como a desse post. Ao menos, tentem. Ninguém aqui é obrigado a seguir o que falo, as vezes nem eu sigo, mas falando sério, o importante é tentar. Let's go?

nota: Camões nunca disse nada como o que citei aqui, ok? Foi só um português famoso usado para que a autora não repetisse o "você". Não coloquem isso numa prova. Se botarem, não me responsabilizo por danos na nota.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

NERD


Quatro letras. Uma palavra que colou em mim ainda na infância, como um lacre de garrafa PET. Arredondamento de personalidade. Um estigma, um tipo diferente de charme(com um brinde chamado "passar direto"). E livros. Muitos livros. A vida toda junto deles, dos filmes, dos desenhos e até de pc e jogos. Mas não necessariamente eletrônicos. Eu sempre fui mais do tabuleiro. Ludo, xadrez, jogo da vida, war, rpg ou passeio das princesas. Mistura uma placa lisa com uns peões, tô dentro!
Sinônimo de baixa sociabilidade, não vou negar que forçar simpatia realmente é um treco estranho para minha pessoa. Aliás, quando tento é bizarro, então aconselho não forçar. 
Nós, nerds, temos um jeito próprio, íntimo e pessoal de amar por trás da fachada muitas vezes fria e calculista. E aliás, de onde inventaram que calcular bem é coisa de gente fria? Então nenhum matemático sabe amar?
Cuidado com a generalizações, galera. Ser nerd é assumir, forçado ou não, uma identidade genérica. E é incrível o tamanho do pacote! Gosto, hábito, estética, ideais, futuro, para alguns, tudo sarcasticamente reunido entre um N e um D.
Nem os geeks tão na profundidade da bagaça. Para quem não sabe, o geek é um cara que curte filmes,séries, quadrinhos, mas não necessariamente é um nerd. Muitos são bastante descontraídos e populares, e ser estudioso não faz parte obrigatória do pacote.
Para exemplificar: o próprio Tony Stark, que se tornou personagem ícone nerd. Nos filmes da franquia Vingadores, ele teria superado o Einstein, criando uma forma de conseguir viajar no tempo. Ele não é um personagem com vida? (E põe vida nisso) Einstein por sua vez, muito acima de um mero nerd do mundo real, reprovou na escola e tirava foto com língua de fora.  Inteligência também não é sinônimo de nerdice. Aliás, estudar não é sinônimo de vergonha, ok? Basicamente, todas as portas da sua vida serão abertas através de conhecimento. Fica a dica.
A odisseia de ser nerd, deve iniciar com algo como ser muito introvertido e nutrir essa certa paixão pelo saber. O resto vem em consequência. Mas no fundo, cada um é cada um. Acho que ser diferente do padrãozinho jovem é a maior graça do negócio. Ninguém é absolutamente 100% a personalidade nerd, senão todos nós seríamos iguais. Mas o termo é de certa forma, uma âncora, a nossa desculpa para tentarmos fazer diferente.
Eu não uso óculos; tive aparelhos; beijo na boca; sou muito tímida;  saio para festas e shows; amo ficar sozinha comigo mesma; malho; sempre fui  a ultima a ser escolhida no time de educação física; já desesperei para prova; vivo lendo; tem gente que me acha bonita;  não faço ideia do seja "pincel chanfrado"; nunca assisti game of thrones; vi e li todo o universo de HP; já joguei no site da barbie;  já joguei rpg;  já tive muitos amigos;  já sofri bulling; fiz reavaliação; também passei direto.
Sempre me chamaram desse nome. E se envolve conhecer e fazer diferente, eu aceito. Antes de mais nada, ser nomeada nerd é como uma honra.

Feliz mês nerd (dia 25, hein??)
PS: este post é dedicado a todos que já se sentiram deslocados pelo o que são, nerds, ou não. A sua "diferença" é o que te torna especial ;)

domingo, 5 de maio de 2019

Entre Veteranxs e Calourxs




Olá, pessoas que leem isso. O post de hoje vai ser meio que uma análise, mas nada muito enfadonho, prometo. (Os dados são verídicos até onde minhas conclusões chegam.)
Vamos lá, quem me conhece sabe que estudo numa universidade federal do RJ. 

Nossa, que metida, precisa mencionar que é federal?

Sim, e os motivos de quem passou para lá viver falando isso estão abaixo:
  •  Fiquei várias tardes em que meus amigos iam a festas, estudando na escola, além do horário, só para passar no enem. Foi basicamente um ano entrando 6 da manhã e saindo 6 da noite do colégio.
  •  Por mais que no fim das contas seja tudo faculdade, e todo mundo vai sair com um diploma igual, as federais envolvem alguns elementos que tornam a jornada universitária completa: bandejão, bolsas de incentivo, bibliotecas com acervos acumulados de trocentos anos atrás, gente de todo canto da cidade, os maiores grupos de iniciação científica do país, projetos de assistência e isso é só o começo...
  • É melhor ostentar isso do que... muitas coisas. 

De qualquer forma, dentro de qualquer universidade, existem os status. Formalmente a pirâmide seria:
1- OS PÓS-DOUTORES
2-DOUTORES
3-Mestres/ Pós-Graduandos 
E a galera que ainda não tem diploma universitário.

As pessoas que fazem parte do bonde massivo da base da pirâmide, como eu, gostam de se iludir e achar que tem algum lugar minimamente mais alto nessa hierarquia. Daí surgiu uma sub-divisão bem famosinha: veteranos e calouros. 
 Juro de coração que antes de ser integrante do mundo das universidades eu achava que veterano era quem estava se formando, e calouro, quem entrava. Bem, sobre os calouros eu estava certa, mas ao que me parece, a partir do segundo período as pessoas já ganham maturidade e experiência absurdamente superiores do que no período inicial. Desse modo, cheguei à conclusão de que sobreviver ao primeiro período já é vencer na vida. 
Um dos maiores problemas do "first period" é não fazer a menor ideia de como vai ser dali para a frente. É o primeiro contato com o que pode ser o resto da sua vida e isso por si só já é um pouco desesperador. Outra questão é a tal da "síndrome de ensino médio". Ouvi alguma vez essa expressão, não lembro onde, e ela resume um pouco a questão. Muita gente ali não percebe (e não perceberá) que está na hora de amadurecer. Ou pior, entendem errado. Na minha visão, amadurecer não é, por exemplo, parar de ler quadrinhos para ficar arrotando por aí que leu um livro canônico. Na verdade, é claro que não alcancei o topo da maturidade (alguém alcança?), mas sei que deve ser algo muito mais perto de deixar de lado algumas formas de agir para, pelo menos, tornar a nossa convivência minimamente mais suportável.
E vocês, já estão na universidade? Concordam comigo? Discordam? Aqui a análise é democrática, vamos terminar esse trabalho informal juntos ;)