domingo, 30 de junho de 2019

June Festival



No embalo do finzinho de Junho o triângulo mais aleatório da internet está aqui para abrir um post muito especial. Falarei de um dos maiores consolos de quem nunca saiu do país: a famosa Festa Junina!

 Ok, ela não existe só no Brasil, foi trazida da cultura portuguesa, aliás, para celebrar os Santos Antônio, Pedro e João, muito populares entre os católicos. As datas das celebrações litúrgicas deles são bastante próximas: 13, 24 e 29 de Junho, respectivamente. Porém, algo meio irônco é que a festa não foi originalmente criada para celebrar os santos. Grande prova são as fogueiras. As benditas surgiram numa tradição pagã de celebrar o solstício de verão, que ocorria em Portugal na mesma época em que hoje são os festejos.
Então, você que acha que toda "profanação" do mundo está concentrada nos jovens brasileiros do século XXI, saiba que os europeus de antes de 1500 já não ligavam de misturar as festinhas mesmo em dia de santos.
 O que vocês acham sobre isso? Eu confesso que já esperava. Embora a gente chame de "São João" esse evento não é mais tão religioso por aqui. Quem quiser saber mais, só pesquisar no Brasil Escola, no Terra, Super Interessante e demais sites confiáveis, onde eu catei ;)
No mais, aproveitemos as festas que ficaram pra gente, ou ignore tudo da sua cama se não gostar de salsichão.

sábado, 22 de junho de 2019

Tocando no TOC


Esse vai ser talvez um dos textos mais difíceis que já fiz na vida. Incluindo os da faculdade. Mas sei que é quase uma responsabilidade, no lugar de fala que estou, tratar dessa questão. Dizendo o que penso num espaço onde as pessoas me ouvem, mais cedo ou mais tarde esse assunto iria aparecer, então, decidi encarar de vez.
Fui diagnosticada com TOC aos 13 anos pelo meu primeiro psiquiatra. Estando na pré-adolescência, não diria que fiquei exatamente tranquila com a notícia. Pois vejam bem, eu estava começando a descobrir quem era  e de repente vem a bomba de que cientificamente eu não passava de um tipo de doente mental (Ou como diriam os psicólogos "uma transtornada psíquica").Não podia confiar no que eu pensava, acreditava ou fazia, porque minha mente estava tomada por uma doença. O que restava de mim então?
 Lembro de uma vez estar assistindo um programa na TV sobre problemas psicológicos e fiquei noiada por um bom tempo, embora não tivesse falado sobre isso com ninguém. O programa em questão mencionou o transtorno de Ansiedade e seus derivados, onde entre eles se encaixa o maldito TOC. Até aí eu já sabia, tinha ouvido diversas explicações de especialistas sobre o que eu tinha, podia até dar uma aula sobre. O que me encasquetou foi terem chamado a doença de "mal da alma".
Só para contextualizar, cresci numa família muito religiosa e até hoje dou bastante importância para meu lado espiritual. E algo que SEMPRE me dá gatilhos de ansiedade é a sensação de culpa. Se algum dia eu te fiz alguma coisa e você vier tirar satisfação comigo, tenha certeza que, mesmo que eu não tenha demonstrado, eu já fiquei me punindo mentalmente umas 6214762174672644 vezes. Em valores aproximados.
Logo, passei o mês seguinte à presunçosa reportagem achando que minha alma estava condenada por Deus. Hoje sei que até o que um jornal diz pode ser uma enorme de uma besteira, e conseguiria eliminar esse pensamento mais facilmente da cabeça; mas em início de tratamento... Só tenho a agradecer a esses "excelentes profissionais" que escrevem sobre desgraças reais alheias. Nada contra o jornalismo galera, ainda é uma das fontes mais fidedignas de notícias que temos na atualidade. Mas não desmereçam escritores de fantasia só pelos textos não serem supostamente "reais" ;)
ENFIM, apesar de tudo, estou bem, obrigada. Mas se conhecer alguém com essa doença ou qualquer outro transtorno, lembre-se que não é frescura. Se fosse algo controlável, certamente ninguém escolheria ficar doente. Meu conselho é minimamente demonstrar para essa pessoa que ela não está sozinha. Dar o espaço que ela pedir também pode ser bom. Antes de qualquer coisa, doentes são humanos e humanos merecem respeito ✌

terça-feira, 18 de junho de 2019

Entreouvidos Aleatórios


Esse post será dedicado a todos os autores daquelas frases geniais que a gente ouve no meio da rua e não sabe de quem é. Mas ficam no nossa cabeça. Coisas como "entre a esquerda e a direita eu prefiro ir para frente" e também pérolas como "aquela música romântica do Legião Urbana, Índios". Olha, se alguém conhece os criadores das frases que aparecem aqui, por favor me avisem, porque eu quero parabenizar essas pessoas por alegrarem os momentos em que me deslocam pela cidade.
 Outro dia, por exemplo, estava entediada no trem, quando acabei soltando uma sonora gargalhada com uma conversa entre duas crianças:
"- Soltei um pum!
- Caramba, não faz isso aqui! Minha avó tá aqui perto!
- E daí, ela não solta pum também?
- Claro que não, né?"
Assim, não me lembro com exatidão das palavras, mas tomei a liberdade de escrever aqui o que eu acho que foi dito. De qualquer forma era algo desse tipo. Se imagine sério num percurso entre trabalho e faculdade ouvindo isso. Virei motivo de vergonha alheia com minha gargalhada alta dentro do vagão, de repente.
Essas amostras das conversas das pessoas e atitudes micosas sempre me fazem pensar que tipo de comentário, aliens fariam da nossa espécie, se nos encontrassem. Acho que não seria muito diferente do meme acima XD
E vocês já ouviram coisas estranhas no meio da rua? Mencionem aqui se valer a pena. Ou não... rs.

sábado, 8 de junho de 2019

Imperfeição

Olá, ser olhando para uma tela! Não vou te chamar de leitor. Afinal de contas, leitores leem, e isso aqui certamente não é digno dessa ação. Ah, não; não é um texto, nem arte, muito menos Literatura. Eu nem escrevi isso. Claro, porque escritores não fazem blogs, eles escrevem. Obra também muito menos, porque não tá nem perto da definição de arte. Publicado, você ainda pergunta? Publicações devem dar muito trabalho, e com certeza programar uma página eletrônica para postagem não dá nenhum. Essa coisa aqui não é digna de ser nomeada. Ou melhor, qualquer nome na Língua Portuguesa vale muito mais do que essa porcaria.
Queria chamar de informação, de conversa, mas esses dois termos também podem ser muito atrelados à política(gem), então é realmente melhor chamar de coisa. Não possui autor também, porque autoria certamente envolve algo mais elevado do que isso. Escritora, nem pensem nisso, é profissão de luxo, porque aliás, todo mundo lê nesse país.
E como diria Renato Russo:
" podemos celebrar a estupidez de quem cantou essa canção"
Espero que a ironia aqui tenha ficado evidente. Curto bem pouco explicar um texto, mas têm algumas coisas que, infelizmente, só podem ser repassadas na linguagem direta, sem floreios,  suspensões ou conotações. Pode parecer absurdo dizer que isso aqui não é um texto escrito, mas é a mesma coisa que dizer que não teve uma escritora ou um escritor. Por que estou dizendo isso? Para muita gente, fanfiqueiros, blogueiros e afins não são autores. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre esse assunto... Se tem um blog, conhece alguém que escreve, será mesmo que essa pessoa está tão longe assim de alguém com um livro físico publicado? Deixo o post com a questão para ser refletida.
🤔

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Meu Pequeno Pônei



 Tô ferrada. Dei a sugestão e pediram ela. Pessoas e robôs que me leem, esse post será sobre pôneis e unicórnios saltitantes. Aviso que eu não faço a menor ideia do que vou dizer ao longo do texto, porque falei sobre essa ideia zoando. Reparem que o desespero foi tão grande que eu tive que recorrer a um meme velho para tentar complementar a escrita aqui.

 Unicórnios nunca foram estimados na minha infância nem durante a adolescência quando eles resolveram, de repente, entrar na moda. Acho que meu maior momento de contato com os seres chifrudos foi quando lançou o filme Equestria Girls, que assisti muito só para ver como era, e acabei gostando. Veja bem, a ideia de garotas com orelhas e rabos de pônei me parecia bastante peculiar, eu tinha que assistir para no mínimo dar umas risadas. Mas aí o feitiço se virou contra mim: o enredo me prendeu e quando percebi já tava cantando "hey, hey, todo mundo!" junto com o filme...

 Alguns puristas no assunto podem estar me julgando agora, achando que não sei que pôneis não são necessariamente unicórnios. Ahá, se pensaram nisso duvidaram da minha astúcia! Para quem tem mais o que fazer da vida, os pôneis existem, na verdade, são cavalos pequenos. Eu já andei em um e me arrependo disso porque o coitado não merecia carregar uma criança com medo de altura no lombo. Mas ENFIM, os unicórnios já seriam uma espécie de lenda que criaram para alimentar a ideia de cavalos com chifres (mágicos). Tem também o cavalo alado, que seria a história do unicórnio, só que com asas. As vezes eles se fundem e aí vem a figura mais mítica ainda que é o unicórnio alado, como o caso da Twillight Sparkle (Não tem nada a ver com Crepúsculo, é só a protagonista de MLP e Equestria Girls).

 O fato é que, bem ou mal, esses seres já fizeram mais sucesso na vida que muito ser real, com direito a livros, séries, fantasias, posts e recentemente, até uma gramática de instagram. Independente dos poucos cavalos de plástico que ganhei na infância, os bichos realmente merecem seu destaque.